Entreveros de paus e pedras de alambique
No cubique de volumes insólitos
Aberração dos espólios natos
E dos murmúrios em cascatas
Ai dos meus ais
E eu que arremessei no cais
Toda a dor voraz
Que em meu peito batia
De forma tal e qual
Fui-me indo entre os gravetos
Das florestas
Que queimavam no fogo ligeiro
Da fogueira de São João
E a natureza rara beleza
Que arde, acalenta, acalma e cala
E que de repente
Num rompante de trombeta
Tudo fala
Meu armário de entreveros de gravetos
Habita cá nas terras do peito meu
Meu apogeu calado
Meu pitoresco castelo avassalado
No meu reino de florestas
E incestos
Eu que me rebelo
Contra a ditadura de qualquer certeza absoluta
Entrevejo nos teus conselhos
O Narciso do meu espelho quebrado
Eu que fui a Tambaqui buscar ali
No pau d'água fria
Uma rebordosa alegria que já me era fugidia
E me escorria entre os dedos calados
Eu que me perco e me acho na bau do nosso passado
O passado nosso revelado
Entre halos e elmos da desesperança
Tropecei num graveto esperança
Eu acordei para a bonança
Desse dia que cheguei a casa tua
Assim como quem corre de volta no vento ao útero materno
Fui e me revelo farto
De ascos e ponteiros de relógios parados
Na estação que embarco
É quase meia hora
Hora e meia
Que passo
Calo
Ardo
E ardo.
Brás Cubas.
Erick Lacombe.

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