quinta-feira, 16 de abril de 2015

Fui sonhar

Escultor Rodin

Cansado dos meus tímpanos vazios
Do martelo que martela no meu Externo
E o ouvido  Médio
Parece que me bate a porta todo o oriente médio
Que remédio?
E que astúcia essa minha insana babaquice
Eu que lia outrora
Só quero cachaça de alambique agora
A chuva que cai dentro de mim agora
Nem muitas lágrimas hão de me acompanhar
Quero ouvir o silêncio dos maestros magistrais
Na minha louca surdez
Escuto alguém batendo na porta
Chegou a hora
É a felicidade que veio me ninar
Que nada, era só um sonho bisonho
Não apareceu ninguém para me acompanhar
Tomei um comprimido e fui sonhar.

Brás Cubas.


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