Entre tantos olhos d'água
minimizei o minimalista
o sonho tacanho
a mordida abocanhada
a ferida revirada
o revoltoso pavor
e o sol para ver a lua se opor
a face exprimida
numa aquarela vazia
um nanquim amarelo
um sorriso fumaça
um trem no espaço
a sombra do passo
minimizei e guardei
lembretes e folhetins
notas de violas e bandolins
a maraca tocou uma valsa
passava de noite na balsa
o bálsamo clamor
era tudo ligeiro
um passo do tango estrangeiro
um beijo de flor.
Brás Cubas.

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