quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Poemas sem nome



Sandra Gottlieb- Adore Noir Magazine

que tremor reservo
à pele tua em reverso
deitada em lençóis brancos
e girassóis amarelos florescendo
às vezes que reverbero
que pentáculo d'alma tua
coberta de chuva
orvalho incandescente
meu olhar fugidio pelas ruas
mirava em fervor deleite
que vernáculo e cimério
vos beijaste o mérito em silêncio
que lhes traga a bendita prosa
um telhado com cheiro de rosas
que sacia a vida em gozo
o desespero que assovia
eu quis ser o seu moço
a assinada alforria
vos sabes bem do que corria eu
bem plebeu aos teus pés
falando de estrelas e astronautas
o que faria eu se tu ressonasse
o sino badalasse
e a hora passara
em minha porta trancada
que desvelo esperança
eu já buscara tua herança
e já lhe guardava as tranças
num camarim com bailarinas.

Brás Cubas.



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