Axiomas de prelúdio
Como um pastor que expia as ovelhas vou escrevendo e digerindo minhas próprias palavras. Minhas proferidas palavras vão além do que querem eles. Minhas próprias palavras propriamente ditas no ditame de certos certames ditosos desgostosos de populismos milhares. Da plantação dos milharais mil. Da praga do Egito no profícuo rio Nilo vago ( sou o naufrago em mim ). Oh! Palavras sois o ventre:- arais o sopro de qualquer alma do limbo banida. Sois a prece do pastor no voluntário esforço de resgatá-las. Ovelhas natas que procuram em tuas palavras qualquer conforto e sonífero verdade. Qualquer verdade simbológica. Qualquer lógica neste poema imbróglio da sua roça. Capina este mato agora! Corta o mal pela raiz libertando enfim aquilo tudo que queremos nós.
O pastor.
Livra e liberta tuas ovelhas cordeiras
O tempo já lhes fez ordeiras de tua obra
Liberta a saudade das palavras
Das palavras tuas
Exuma essa culpa retrógrada
Livra esse rebanho do sangue
Salva o cordeiro derradeiro
Batiza do povo o ouvido
Com teus conselhos
Bani todos de teu reino
Para que pensem de vontade própria
Livra a mente do ser
E seja livre por não crer
Que a missão nunca é comprida demais
Mas que se cumpre no ideal
Deixa que o tempo se torne pensamento
Deixa que o livre momento seja o pai
Deixa que a mãe faça o parto
Deixa a poesia parir de fato
Livra o pensar livre
Deixa o verbo correr verborragicamente
Livra a mágica do cartola
Liberta-te como outrora fizeras mágica
É a mágica do pensamento que te naufraga
Nos rios de mares entre águas
Divide o pão do frade
Sejamos pluralmente o fato irmandade
O pensamento único já lhe invade
Escape do que já sabes
Invada outros espaços com passos sutis
Lavra a escritura dos teus sonhos nas águas do mar
E enterra a maldade dos teus sonhos na ventania do ar.
Brás Cubas.
Como um pastor que expia as ovelhas vou escrevendo e digerindo minhas próprias palavras. Minhas proferidas palavras vão além do que querem eles. Minhas próprias palavras propriamente ditas no ditame de certos certames ditosos desgostosos de populismos milhares. Da plantação dos milharais mil. Da praga do Egito no profícuo rio Nilo vago ( sou o naufrago em mim ). Oh! Palavras sois o ventre:- arais o sopro de qualquer alma do limbo banida. Sois a prece do pastor no voluntário esforço de resgatá-las. Ovelhas natas que procuram em tuas palavras qualquer conforto e sonífero verdade. Qualquer verdade simbológica. Qualquer lógica neste poema imbróglio da sua roça. Capina este mato agora! Corta o mal pela raiz libertando enfim aquilo tudo que queremos nós.
O pastor.
Livra e liberta tuas ovelhas cordeiras
O tempo já lhes fez ordeiras de tua obra
Liberta a saudade das palavras
Das palavras tuas
Exuma essa culpa retrógrada
Livra esse rebanho do sangue
Salva o cordeiro derradeiro
Batiza do povo o ouvido
Com teus conselhos
Bani todos de teu reino
Para que pensem de vontade própria
Livra a mente do ser
E seja livre por não crer
Que a missão nunca é comprida demais
Mas que se cumpre no ideal
Deixa que o tempo se torne pensamento
Deixa que o livre momento seja o pai
Deixa que a mãe faça o parto
Deixa a poesia parir de fato
Livra o pensar livre
Deixa o verbo correr verborragicamente
Livra a mágica do cartola
Liberta-te como outrora fizeras mágica
É a mágica do pensamento que te naufraga
Nos rios de mares entre águas
Divide o pão do frade
Sejamos pluralmente o fato irmandade
O pensamento único já lhe invade
Escape do que já sabes
Invada outros espaços com passos sutis
Lavra a escritura dos teus sonhos nas águas do mar
E enterra a maldade dos teus sonhos na ventania do ar.
Brás Cubas.
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