Axiomas de prelúdio
O filho de qualquer madrigal marginal cavalgou pela relva da selva e da mata virgem. O filho trouxera a esperança de outrora já perdida nas entranhas do passado umbilical. O filho era querido por todos na aldeia dos índios que cantarolavam cantigas próprias de quem quer alcançar uma faísca de paz. O filho era brejeiro corria ligeiro nos pantanais. No fosso do poço- no breu do bosque- O filho corria como quem quer escapar da foice. O filho quisera e pudera fazer fogueira. Ia correndo se esguiando pelas beiras do rio que deságua nas águas marginais. O filho tentara falar olhando para os céus com o pai.
O pai.
Tempo pai de todo mundo
Tempo pai corre ligeiro ao fundo
Tempo pano de fundo de todo mundo
Tempo pai que revela que o passado não espera
Tempo da guerra que não finda nem se auto encerra
No punho do homem que empunha a serra por entre os dentes
Tempo fome do mundo, que no fundo de tudo quer que o filho dolente
Siga em paz.
Pai filho de alguém que não trouxe ninguém, mas que sempre pede paz
Tempo pai do mundo e de toda gente contente que vai cantar um hino no cais
Pai tempo que ancora no porto o desejo dos outros e pede que todos sigam pelos cascais
Tempo filho do pai, menino vadio que assovia devagarzinho nas várzeas desde o tempo neandertal
Tempo seja pai seja meu filho querido te ponho um apelido com ternura e carinho para que meu apelo
Te alcance em qualquer tempo de sal.
Temo o tempo que segue faceiro, segue bezerro tua luta como quem faz do prelúdio um poema carnal
Vem tempo menino.
Vem comigo, vem como onda do mar
Vem e vai
E segue teu caminho pelas pedras do cais.
Brás Cubas.
O filho de qualquer madrigal marginal cavalgou pela relva da selva e da mata virgem. O filho trouxera a esperança de outrora já perdida nas entranhas do passado umbilical. O filho era querido por todos na aldeia dos índios que cantarolavam cantigas próprias de quem quer alcançar uma faísca de paz. O filho era brejeiro corria ligeiro nos pantanais. No fosso do poço- no breu do bosque- O filho corria como quem quer escapar da foice. O filho quisera e pudera fazer fogueira. Ia correndo se esguiando pelas beiras do rio que deságua nas águas marginais. O filho tentara falar olhando para os céus com o pai.
O pai.
Tempo pai de todo mundo
Tempo pai corre ligeiro ao fundo
Tempo pano de fundo de todo mundo
Tempo pai que revela que o passado não espera
Tempo da guerra que não finda nem se auto encerra
No punho do homem que empunha a serra por entre os dentes
Tempo fome do mundo, que no fundo de tudo quer que o filho dolente
Siga em paz.
Pai filho de alguém que não trouxe ninguém, mas que sempre pede paz
Tempo pai do mundo e de toda gente contente que vai cantar um hino no cais
Pai tempo que ancora no porto o desejo dos outros e pede que todos sigam pelos cascais
Tempo filho do pai, menino vadio que assovia devagarzinho nas várzeas desde o tempo neandertal
Tempo seja pai seja meu filho querido te ponho um apelido com ternura e carinho para que meu apelo
Te alcance em qualquer tempo de sal.
Temo o tempo que segue faceiro, segue bezerro tua luta como quem faz do prelúdio um poema carnal
Vem tempo menino.
Vem comigo, vem como onda do mar
Vem e vai
E segue teu caminho pelas pedras do cais.
Brás Cubas.
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