Pátria minha
Oh! Os ares do teus ais pátria livre
Pátria minha
Que na minha mão em golpe presto e duro se desfaz
Cerra teus punhos firmes e os empunha
Indagas, rainha, pátria minha
Por que os apátridas
Teus filhos bastardos
Não fogem à luta
Ainda que anestesiados ainda durmam
Em teu seio esplêndido
No balanço do teu berço
Que é balançado com teu braço forte
Indagas com a adaga
Por que as pílulas mágicas já não fazem mais efeito
Quem pudera ser seu leito a derradeira farroupilha
O trampolim dos farrapos velhos
E dos sábios
Vinde a mim beber nas fontes murmurantes
Vinde a mim pintar sua aquarela de cores
Fostes tu embora no teu céu azul-anil
No amarelo ouro
D'ouro escravo
A chibata no lombo do paspalho
Eu já me abro em sorrisos
Abre tuas pernas ainda que uma vez só para mim.
Já que todos gozam de ti
Deixa um filho teu também gozar de ti.
Brás Cubas.
Oh! Os ares do teus ais pátria livre
Pátria minha
Que na minha mão em golpe presto e duro se desfaz
Cerra teus punhos firmes e os empunha
Indagas, rainha, pátria minha
Por que os apátridas
Teus filhos bastardos
Não fogem à luta
Ainda que anestesiados ainda durmam
Em teu seio esplêndido
No balanço do teu berço
Que é balançado com teu braço forte
Indagas com a adaga
Por que as pílulas mágicas já não fazem mais efeito
Quem pudera ser seu leito a derradeira farroupilha
O trampolim dos farrapos velhos
E dos sábios
Vinde a mim beber nas fontes murmurantes
Vinde a mim pintar sua aquarela de cores
Fostes tu embora no teu céu azul-anil
No amarelo ouro
D'ouro escravo
A chibata no lombo do paspalho
Eu já me abro em sorrisos
Abre tuas pernas ainda que uma vez só para mim.
Já que todos gozam de ti
Deixa um filho teu também gozar de ti.
Brás Cubas.
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