Vinde a mim grande público
Eu lhes rogo que gargarejem e expurguem
Eu lhes abro a vulva do púlpito
Donde tudo adentra e tudo para fora sai
De nós os mortais imortais
Vinde a mim falar de seus martírios
Eu que vos admiro na beleza do cais
Vinde contar suas prosas
E acertar a galinha e brigar por ela não mais
Vinde com a força do vento bússola
Vinde a turba e o cascais
Vinde a mim e a todos na roda
Vinde a época da ciranda
Para com inocência atroz
Rebelar a paz
Vinde a mim grande público
Eu tenho voz
Eu quero é mais
Que a feira venda bananas e bananais
Vinde sem banalização
Sois o triturador do faz de conta
Do quero mais
Vinde sairdes das sombras
Abre a porta da caverna
Refutem as esparrelas
E falem mais
Vinde a mim os discursos infortúnios
E as velhas morais
Vinde donde não há mais gente
Vinde para falar
Sois inspiração do poeta
que só veio para ouvinte ser
para vos escrutinar.
Brás Cubas.
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