Festa da contemplação
É chega uma hora na vida que o fim parece o começo
É devagarzinho que os caminhos se descruzam
É na ponta da espada a luta
É que o tempo não faz distinção por onde sopra
Ventania carrega as folhas para fora
E de dentro da minha janela
Meus olhos arregala
Vejo animais da floresta e gente também
Anjos e arcanjos e corpos celestiais
Para deleite da visão
Vejo a nuvem num clarão
Quase que escuto um estrondo
É o céu a falar comigo
Pisei nessa terra
Para te contemplar pura beleza
Nessa sua terra meu amigo
O pássaro saiu de fininho
A mãe natureza nos chamava
Para a festa da manada.
Brás Cubas.
Sebastien Leclerc (Metz 1637 ─ Parigi 1714), Allegoria del vento,1685 ca

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