Tamara De Lempicka - The Convalescent (1932)
A alça
Bela sobre o ombro despojado
retirada pela doce mão que eleva a visão ao seiotocada pelos dedos tocadores de pianosaiu dos traços das curvas uma valsaé pura luz seu olhar enfadonhoseu cabelo bisonho não avoava não havia brisa emérita no arvertigem do rosto saudade
pluralidade de rimas da cabeça ainda não saídas
sob a celulose exposta e à beira da mesa ainda não escritas
naveguei-te em outras horas naus
trafeguei um século todos os navios do atlântico sul
Eu revia minha linda amada saltitar em favas
Seu mamilo com cabelinhos em tremelique
Da pompa ao repique de tambores da floresta a ecoar
Era um sonho
Mas estava eu vestido com trajes de gente que anda acordada por aí nessas calçadas sujas
Sonâmbulo eu estava no preâmbulo de dizer eu te amo minha amada.
Para desvelar esse sonho de paisagem
Pico donde do norte que nos apontava
Eu ressonei bem alto
Brás Cubas.

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