Caminhando sobre os espelhos d'água derramados por chuvas de outros tempos
olhando vossas próprias imagens aos pés dos tornozelos
vertiginosamente o colorido se confunde no fundo de telas esparrelas da visão
Visão que ilude aturde que é imagética mágica que é verdadeira
Sobre o espelho d'água que não rebenta mas se desfolha em mil gotículas
Partículas pueris vinda dos céus de nuvenzinhas branquíssimas
Uma bocarra aberta espera cada gota dessa chuva benta
Cada pedaço de tecido pede para ser molhado
Cada hino uma quimera
Cada sapato fosfora seus lampejos de cristais
na chuva que perla seus anais.
Brás Cubas.
Frederick Childe Hassam

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