© L O G A N • Z I L L M E R
mortificada à margem do rio
beirando o desatino
tua beleza em desvario
petrificada em seus olhos mansos
a imagem do desengano
lhe enxugou o pranto
enxaguou o acalanto
Vida! A beleza natural
madrugada virginal
que sucumbia
e eu ia
e eu ia
e eu ia
perseguindo tua imagem vã
eu ria do riso
era sacal o teu sorriso
era igual ao eu lírico
tuas pegadas em minha desordem
um fato de pura sorte
um fardo que carregara
a fotografia queimada
um primata lhe falara
dessa tua beleza insensata
era eu que ainda te buscava
no sonho o teu complexo de Édipo
parelho um filme eclético
sucesso psicodélico
um grito histeria
você era minha santa imagem
que falara um monte de bobagens
inda que solicitasse liberdade
com os grilhões presos às asas
era eu que te cantara
esse verso canção primata.
Brás Cubas.

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