sábado, 1 de setembro de 2012

Manifestantes

Horda e desorda ( Neologismo)
Lua crua:- sangue, pele, carne e alma
Vibram as vozes dos manifestantes
Num delírio delirante
Numa febril vontade lancinante de liberdade de um instante de paz
Da paz num instante
A vida é uma eterna manifestação ambulante
Mesmo na inércia o sujeito manifesta
Sua inglória; sua glória
Sua pujança
Sua força
Sua ausência de fé
Caminham os homens contra seus próprios demônios?
Marcham contra a febre dos hormônios
Ou por causas mais justas que a beleza da própria justiça?
Ecoam as vozes contra um sistema ou contra sua ideologia?
Contra seu poder imagético?
Ou cibernético?
Bate pé aqui e acolá
Bate pé pra manifestar
Bate pé pra indignar os também indignados
Bate quem até quem não tem pé
O manifestante luta pela liberdade que lhe foi exaurida
Ou por uma nova metodologia
Um novo emblema
Um eco de um sopro d'alma para o nascer de um novo grito
Uníssono
Continuo
De amarras e enlaces mais reais ou mais humanos?
Pensa a sociedade de forma heterogenia?
Ou os gênios de outrora buscam a saída no positivismo na saúde de uma nova ciência?
Mistério.
É ele o segredo do manifesto.

Brás Cubas.

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