Na noite, no seu enlevo, no seu seio
Todo amor é de lua
Palpita na minha e na sua pleura
Na noite de neuras
Tem Marias e Neusas
O prazer da viúva
É quando faz sol e anuncia-se a chuva
Nessa noite
Todo toque de rua
É especial
Todo beijo trivial
No carnal carnaval bacanal
Todo gemido suspira
Todo lança perfume
É também serpentina
Festa confete beijinho de donzelinha
Tudo na íris da menina dos olhos da rapariga
O sino que toca
Na hora da sina
Tudo é meu
Tudo é seu
Tudo é da lua
A quem nossa alma estarrecida estupefata escuta
Tudo no encanto dos cânticos
As coxas parelhas no beco dos cantos
O canto gregoriano
Gregório de Matos
A memória é um saco
Tudo é da dama da noite
Oh! Branca neve lua solta no espaço flutuante
Ululante
Cavalo amarrado também te dá coice
Tudo e todo o tempo trouxe
E tudo à noite trará sempre
A noite de hoje
É mistura de gente?
Brás Cubas.
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