Axiomas de prelúdio.
Automotivo.
Estremece o dedo em riste
Seu choro melancólico inibe
O sorriso alheio
Eu que te aconselho
Que durmas noites de sonhos para sonhar
Enobrece a tua prece em forma poética
Foge da métrica
Acerta o ponteiro no compasso
Passo aço da régua
Segue a regra de intento
Da felicidade momento
Entranha as entranhas das paredes
Ouve o sábio no espelho
E sorris
Enforca goela abaixo o teu martírio
Que eu volto a ser menino
Nos teu braços
Abre teu armário
E me mostra tuas fotografias
Sejamos a utopia do sonho
Degola as pompas dos artefatos
Explode a bomba do palato
Vibra alto tua corda vocal
Sejamos o banal
E que venha o canibalismo surreal.
Brás Cubas.
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