terça-feira, 5 de novembro de 2013

Axiomas de prelúdio

Axiomas de prelúdio

Incrementa Vossa Excelência língua portuguesa. Interpreta o sonho do que o homem fomenta: as intempéries dos clérigos-a visão dos cegos- e o tato dos eméritos argonautas. Vaga e navega em outras águas rasas da canoa que furada não sucumbe ao tempo que venta por e para todos os lados. Interpela o gozo do inquérito febril desejado pelo amado amante cantante falante inebriante amante.

Liberta
Liberta a vossa língua felina
Liberta os escrutínios vívidos
E os delírios que vagueiam a mente
Liberta os fluidos e os gemidos da gente
Inventa a astúcia e dá um tiro na angústia
Eleva no enlevo do seio revelando o meio do coração pulsar
Celebra a veia que faz o cérebro oxigenar no poético poetizar
Eleva o neurônio abrupto ao patamar de folhas mil que pairam no ar
Venta com as folhas brancas do branco papel como a imaginação há de furar
Meios de ambientes nunca antes vistos e nem pensados, seja a imaginação do que não há
Pois o que há já está nos trompetes e há muitos belos topetes e juras de vida e de morte por Alá
Liberta as interseções dos risos que ligam e transfiguram o rio no Atlântico e o Pacífico num só mar
Um riso de mar pra toda gente balbuciar.

Brás Cubas.

Um comentário:

Unknown disse...

## LINDÍSSIMO!! ##