segunda-feira, 17 de março de 2014

Azougue

Azougue

Ah! Batidas na porta da frente
Olhem o espelho quebrado
Os pratos da prataria brilhante estraçalhados
Com um só tiro o estardalhaço dessa alma gêmea
Fez de minha canção pequena um oceano a vagar

Ah! Batidas no peito desse indulgente inocente
É fortemente o seu passarinhar
Cantarolando a vitrola me deu seus beijos doces e eternamente inexistentes
Eu que já deveras fico contente com o sonho real
É, o carnaval fez amizade com a carne
A navalha quis ser quintal
Não cortes as palavras que saem como surrupio da boca boçal

Bato na mesma tecla
Assecla
Assecla
Tira uma reta do cupido
E acerta o coração no meu quintal

Caiam raios e trovões para o seu madrigal.

Brás Cubas.

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