Azougue
Ah! Batidas na porta da frente
Olhem o espelho quebrado
Os pratos da prataria brilhante estraçalhados
Com um só tiro o estardalhaço dessa alma gêmea
Fez de minha canção pequena um oceano a vagar
Ah! Batidas no peito desse indulgente inocente
É fortemente o seu passarinhar
Cantarolando a vitrola me deu seus beijos doces e eternamente inexistentes
Eu que já deveras fico contente com o sonho real
É, o carnaval fez amizade com a carne
A navalha quis ser quintal
Não cortes as palavras que saem como surrupio da boca boçal
Bato na mesma tecla
Assecla
Assecla
Tira uma reta do cupido
E acerta o coração no meu quintal
Caiam raios e trovões para o seu madrigal.
Brás Cubas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário