Recomeço
Pedra, pau e pistola
Ventoinha e ventarola
Amor traído pela náusea
Era o verão e sua chuva torrencial
Era doce o que eu via na tua face a revelia do Alcorão
Pedra, pau pistola
Era a era
Era eu agora no teu peito a liberdade chamava em chamas
Não porque nos puseram a gozar
Mas sim pelo entrevero
Olha mas com que toda a natureza para ti sorri quando tu sorris com esmero
Olhos que quando me olhas esmeraldas outras horas azul-turquesa
Pobre de mim perdido em toda essa beleza de se admirar
Eu queria, quereria, quererei de ti nesses tombos te acompanhar
Pedra, pau e pistola
Hoje é dia da revolta o nó da corda já degola na ânsia das ondas do mar
Dorme agora no meu peito retido
Quero que leves uma a uma as batidas do meu peito contigo
Pisas no meu caminho e me leva para o mar.
Brás Cubas.
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