mão alva descendo do céu
a palmatória dos cinco dedos
do alto do último andar
pendulando e vertigem
quem vos olha atinge
a brancura limiar
duma tintura da parede
onde ficaram pendurados meus quadros sóbrios
mão que escreve e fala palavras
mão alva escrava do tralalá
mão que olha e escolhe a negra anca
sim como quem escolhe uma flauta para tocar
mão parte do todo do homem
mão que pinta
que escreve
que sente
que mente
que vacila
que decepa
nossa mão Metonímia.
Brás Cubas.

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