Falemos de amor
daquele asneira
Que te dá até coceira
Debaixo dos braçosMesmo quando te abraçoNem cócegas sinto
Que te dá até coceira
Debaixo dos braçosMesmo quando te abraçoNem cócegas sinto
Falemos do amor
Pintados nos quadros
Embutido e enlatado
Que já vem pronto requentado
Pintados nos quadros
Embutido e enlatado
Que já vem pronto requentado
Falemos do amor microondas
Que vibra na frequência das ondas
Das parabólicas bucólicas
Que vibra na frequência das ondas
Das parabólicas bucólicas
Falemos do amor madrigal
Aquele que está estampado no jornal
Falemos de algum amor
Mas de amor falemos
Aquele que está estampado no jornal
Falemos de algum amor
Mas de amor falemos
Amor bicho carpinteiro
Que parece inteiro
Mesmo que dividido em pedaços
Que parece inteiro
Mesmo que dividido em pedaços
Falemos do amor carnaval
Da festa do animal
E do homem o desejo carnal
Da festa do animal
E do homem o desejo carnal
Falemos do amor grilo
Aquele que peleja no teu ouvido
Aquele que peleja no teu ouvido
Falemos do amor de mansinho
Para que dele possamos tirar todo o néctar
Falemos da selva
Da coceira na canela
Do amor ferida
E das feridas do amor.
Para que dele possamos tirar todo o néctar
Falemos da selva
Da coceira na canela
Do amor ferida
E das feridas do amor.
Brás Cubas.

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