Era você que me afagava noutras horas
Era eu que te tomava nos meus braços
Nessas horas eu me fazia de astronauta
E voava pela sala de estar te contando bravatas.
Era você que me empunhava o punho em forma de aço
Para desdizer o estardalhaço
O grito do abrigo
Eu corria para os seus braços.
É você que me abre a porta
Quando chego daqui a meia hora
É você na sacada da maloca.
É meu coração pequenino
Cada vez que te olho viro menino
E meu sonho salta do limbo para o mar.
Brás Cubas.

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