Poema de figurinha
Eu que tenho meu amigo
Eu, meu amigo, já te escuto
Da sua voz não fujo
No seu peito durmo
No seu âmago luto
No seu ego berro
No seu elo espero
No seu porto navego
Na sua âncora aporto
No seu rio atravesso
No seu travesseiro vocifero
No teu sonho te acordo
No teu beijo me molho
Na tua chuva corro
No teu coração penetro
Na tua alma me revelo
No teu espelho me quebro
No teu alvoroço piso firme
Por mais que eu te estime
Do poeta só a poesia se espera.

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