Ninguém sabia de ninguém
Até que um dia alguém
Avisou ninguém
Que o vazio se preenchia
Com pílulas mágicas
Com doses de uísque
Com pérolas fantasia
Com mágica e alegria
Com formiguinha trabalhando
E cigarra cantando
A natureza em sintonia
A sinestesia
A floricultura
A alma pura
O puro encanto
Recanto dos meses
O passar dos anos
Ninguém sabia
Que alguém queria
E que todo mundo podia
E muita gente conhecia
O que a humanidade fazia
O trabalho era mimese
A arte o estrato
Há séculos ninguém queria
Todo mundo desejava
Agora todo mundo faz
Ninguém deseja
Todo mundo trepa
Ninguém corteja
Toda objetiva vira máxima
Ideologia estabelecida
A parturiente não sabia
Ninguém merece tanta mudernidade.
Brás Cubas.
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