segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Saudade de amor

Desnudei na noite um perigo tranquilo
Nas ruas, na luz do dia um sorriso bonito
O balanço da música no ritmo do coração
O branco escuro da lua para o meu corpo
Piscam as estrelas e cai o sereno sobre o meu rosto
Juntos em toques carnais sutis, um dentro do outro
Almas perfeitas e mais sedução
Fazendo-me febril em gotas de prazeres explícitos
Mesmo aos olhos alheios cometemos nosso pecado e desejo
Todos não enxergaram o que estava tão claro
O roçar de duas peles e o tremor dos lábios
O cérebro oxigenando paixão
Poder de latejar e saber te fazer delirar
Sonhos e muitos apertos
A parabólica transmite saliva, o mel e o néctar de amar
Sem dono, sem a sua ou a minha desculpa
Livremente arbitrário o jogar de cartas misteriosas
Mostra de um poder que ninguém toca
Atração que a vergonha não suporta
Que a vida realiza assim mesmo tão real
Puro e igual ao que vamos fazer todo dia
Provar o vento de novas aventuras
A compensação em uma nova emoção
Olhos nos olhos e braços apertados
Os corpos numa só sombra arrogante
Se amanhã estaremos aqui quem garante?
O sangue quente metaboliza a mil nesse instante
Mergulhando e desaguando em um afago profundo
Efetivamente para quase todo o sempre
Até o fim de nossa existência
Até onde sabemos que existimos
Numa noite encontrei o perdido caminho
E uma rosa na estrada
Nessa noite aprendiz de feiticeiro vira criança
De manhã meu amorzinho faz manha
E quer brincar de amor comigo
Soube dizer que minha existência arde na cama
Brilha na luz do dia
Clareia e irradia
Alvejei-me ao saber que existir é infinito
Assim como nos parece ser o fim
Assim como a solidão é ruim
Assim como as ondas somem no horizonte
Assim como de mim você não se esconde
Meu ego se levanta a você
Suspiro, murmuro e sussurro
Meu eu se excita quando te vê
Me dá calafrios e dor
Saudade de amor.

Brás Cubas.

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